Foram anos tentando, mas finalmente Walter Negrão conseguiu emplacar a novela de seus sonhos no horário das 6. Autor tarimbado, de excelente texto e que imprime um ritmo leve, tranqüilo, quase parando às suas histórias. Elemento que, às vezes, pode irritar alguns, mas no horário, permite maior apuração, análise e até histórias mais saborosas e menos ágeis. Foi sob este prisma que Araguaia foi levada ao ar na Rede Globo. Nesta sexta, quando será exibido o último capítulo daqui poucos minutos, a trama terá fechado um ciclo importante para a dramaturgia da emissora. É evidente que não foi um marco na história global, afinal, sequer conseguiu atingir a meta de audiência, mas ainda assim, além de apresentar uma história leve, rica e deliciosa, conseguiu inserir pontos importantes que não podem ser ignorados. Graças ao folhetim que todos perceberam o talento de Walter Negrão em enriquecer histórias de uma forma diferente dos demais novelistas. Enquanto muitos buscam um tom inovador, um caráter de agilidade quase seriada, Negrão apresentou uma história densa, cheia de elementos dramatúrgicos ricos e até maniqueístas, mas sem pressa. Basicamente ele contou a história numa velocidade reduzida, exatamente como a trama exigia. Isso também, graças a ótima direção de Marcos Schechtman, excepcional condutor e que sabe captar o contexto de uma história e transformar o texto em algo visível. Aragauaia foi responsável ainda por permitir que nomes tradicionais do cast da Globo desenvolvesse seu trabalho de forma eficaz. O desempenho de Laura Cardoso foi fundamental para que o núcleo central funcionasse e andasse muito bem. A personagem Mariquita era um elo de ligação importante para que todos do núcleo principal conseguissem funcionar, e Laura Cardoso foi mestre em compreender isso e compôr uma personagem riquíssima. Outro nome de destaque do folhetim e que soube agarrar uma oportunidade única foi Cléo Pires. A atriz que começou meio perdida e permitindo que sua personagem ficasse um tanto quanto avoada, aos poucos, foi dando controle e compondo de maneira eficaz. Ao fim de Araguaia, Cléo Pires foi, sem dúvida, a dona da novela e conseguiu a empatia do público, da crítica e, claro, dos diretores da emissora. Ponto para ela. Sai de cena Araguaia que, pode nunca ser lembrada como a melhor novela, mas certamente será sempre lembrada com carinho pelos telespectadores e, sem dúvida, com alguma nostalgia, afinal, em tempos em que todas as novelas buscam a agilidade, a novela foi uma fonte de descanso para o público.
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domingo, 10 de abril de 2011
Araguaia: Quietude, calma e história firme
Foram anos tentando, mas finalmente Walter Negrão conseguiu emplacar a novela de seus sonhos no horário das 6. Autor tarimbado, de excelente texto e que imprime um ritmo leve, tranqüilo, quase parando às suas histórias. Elemento que, às vezes, pode irritar alguns, mas no horário, permite maior apuração, análise e até histórias mais saborosas e menos ágeis. Foi sob este prisma que Araguaia foi levada ao ar na Rede Globo. Nesta sexta, quando será exibido o último capítulo daqui poucos minutos, a trama terá fechado um ciclo importante para a dramaturgia da emissora. É evidente que não foi um marco na história global, afinal, sequer conseguiu atingir a meta de audiência, mas ainda assim, além de apresentar uma história leve, rica e deliciosa, conseguiu inserir pontos importantes que não podem ser ignorados. Graças ao folhetim que todos perceberam o talento de Walter Negrão em enriquecer histórias de uma forma diferente dos demais novelistas. Enquanto muitos buscam um tom inovador, um caráter de agilidade quase seriada, Negrão apresentou uma história densa, cheia de elementos dramatúrgicos ricos e até maniqueístas, mas sem pressa. Basicamente ele contou a história numa velocidade reduzida, exatamente como a trama exigia. Isso também, graças a ótima direção de Marcos Schechtman, excepcional condutor e que sabe captar o contexto de uma história e transformar o texto em algo visível. Aragauaia foi responsável ainda por permitir que nomes tradicionais do cast da Globo desenvolvesse seu trabalho de forma eficaz. O desempenho de Laura Cardoso foi fundamental para que o núcleo central funcionasse e andasse muito bem. A personagem Mariquita era um elo de ligação importante para que todos do núcleo principal conseguissem funcionar, e Laura Cardoso foi mestre em compreender isso e compôr uma personagem riquíssima. Outro nome de destaque do folhetim e que soube agarrar uma oportunidade única foi Cléo Pires. A atriz que começou meio perdida e permitindo que sua personagem ficasse um tanto quanto avoada, aos poucos, foi dando controle e compondo de maneira eficaz. Ao fim de Araguaia, Cléo Pires foi, sem dúvida, a dona da novela e conseguiu a empatia do público, da crítica e, claro, dos diretores da emissora. Ponto para ela. Sai de cena Araguaia que, pode nunca ser lembrada como a melhor novela, mas certamente será sempre lembrada com carinho pelos telespectadores e, sem dúvida, com alguma nostalgia, afinal, em tempos em que todas as novelas buscam a agilidade, a novela foi uma fonte de descanso para o público.
Lara com Z tenta ser interessante, mas só tenta
Na onda de estreias da "fall season" brasileira com todas as novas produções estreando na Rede Globo, na última quinta-feira, na segunda faixa de shows, após a volta triunfante de A Grande Família, estreou o spin-off de Cinquentinha, Lara com Z. Série protagonizada por Suzana Vieira e assinada por Aguinaldo Silva que prometia ainda mais ousadia do que se viu na orginal, a produção estreou cercada de mistérios sobre a história e até mesmo sobre os personagens envolvidos nos plots. E, pelo episódio inaugural, o que se viu, foi uma série que tenta a todo custo ser interessante, mas não passa da tentativa. A começar pelo fato de que Lara já era a personagem mais desinteressante de Cinquentinha e não tinha uma história forte o suficiente para ter sua própria série. Algumas personagens oriundas da produção original também migraram para Lara com Z, mas nem elas conseguiram dar o ar juvenil que o autor se propôs a fazer. Aliás, a idéia de construir uma protagonista que mente a idade e tenta com todo o esforço não envelhecer jamais seria interessante nas mãos de uma outra atriz. A história acabou se aproximando demais da vida real de Suzana Vieira e tirou todo o ar interessante que o texto poderia transmitir - e olha que Aguinaldo Silva nem errou tanto a mão quanto em seus últimos trabalhos - e isso sem dúvidas atrapalhou bastante o bom andamento do episódio. Ao que parece, Lara com Z - série com o título mais estranho e sem sentido já produzida no Brasil - já estreou sem fôlego algum e não deve contar boas histórias ao longo desta temporada. Uma pena, poderia ser interessante.
Perda de audiência e na mídia preocupa Pânico
Não é somente a recente queda na audiência que tem preocupado a direção da Rede TV! e os responsáveis pelo “Pânico”. O que mais tem surpreendido, na verdade, é a baixa sofrida pelo programa junto à mídia. Deixou de ser assunto. Perdeu o espaço que sempre teve. Há, principalmente por parte da emissora, o interesse de se apurar as causas que levaram a isso.
"TV Xuxa" troca a manhã pela tarde, mas continua dando sono
Ao justificar a o novo horário de seu programa, agora nas tardes de sábado, Xuxa disse: "Sempre achei o horário da manhã difícil. As pessoas saem sexta à noite e sábado de manhã estão dormindo na hora do programa". Talvez não tenha ocorrido a ela que o problema poderia estar não no horário, mas no próprio programa. “TV Xuxa” dá sono. Quase um “Vídeo Show”, as principais atrações do novo programa se limitaram a promover atores e atrações da grade da Globo. Cauã Reymond e Bianca Bin participaram de um quadro novo, “Amizade Secreta”, não sem antes falarem, a pedido de Xuxa, de “Cordel Encantado”, a próxima novela das seis, que estreia na segunda-feira. Ao final, usando óculos para ler, a apresentadora pediu novamente: “Queria que vocês convidassem o pessoal a assistir a novela”. Em “Papo X”, Xuxa entrevistou Gloria Pires, uma das protagonistas de “Insensato Coração”, a novela das nove. “A sua personagem, a Norma, tem um coração tão bom. Como é possível ela ficar má?”, questionou, antecipando uma novidade na novela, ainda por ocorrer. Ao final, trouxe o cantor Luan Santana, que promoveu seu novo disco e, também, foi convidado a cantar uma das músicas-tema de “Morde e Assopra”, a novela das sete. Pouco animada, aparentemente, com este elenco, Xuxa também não demonstrou interesse algum pelos participantes anônimos, que disputaram prêmios em dois quadros, “Transformação” e “Tô na Xuxa com Fly”. Ao final, ao convidar o público a continuar com ela no próximo sábado, apresentou as atrações da semana que vem, com especial destaque para quatro participantes do BBB11. Vai ser difícil se manter acordado vendo “TV Xuxa” depois do almoço. Mauricio Stycer.
Gabriela Pasqualin está na Ítalia fazendo matérias especiais para Rede TV!
A Rede TV!, como se sabe, mandou Silvio Luiz, Careca e Gabriela Pasqualin para a transmissão de Milan e Inter, sábado passado, na Itália. Os dois já voltaram, mas ela ficou lá preparando matérias especiais para os programas esportivos da emissora
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