Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo", "Mulheres de Areia" bateu recorde negativo de audiência na tarde da última sexta-feira (07) na Globo.
A novela de Ivani Ribeiro registrou apenas 12 pontos de média, o mais baixo índice desde sua estreia em agosto. O índice também é o mais fraco desde a reprise de "Sete Pecados", iniciada no final de 2010.
Esses índices são prévios e são baseados na preferência de um grupo de telespectadores da Grande São Paulo. Dados consolidados podem variar para mais ou para menos.
O comentário de Rafinha Bastos no "CQC" do dia 19 de setembro continua rendendo novos capítulos.
Na última quinta (6), o senador Magno Malta (PR-ES) revelou no plenário do Congresso Nacional que o Ministério Público de São Paulo abrirá uma investigação sobre a piada que Rafinha fez envolvendo a cantora Wanessa, que está grávida. O comediante disse: “Eu comeria ela e o bebê”. Caso seja encontrado algum incentivo à pedofilia ou desrespeito à mulher, ele deve ser processado.
Rafinha Bastos vem fazendo piada com seu próprio caso. Desde que foi afastado do "CQC" na última segunda (3), o humorista já ironizou posando para fotos ao lado de lindas mulheres, lançou o game "Mortal Kombastos" e ainda alguns vídeos.
Estrelada por Thalía e Eduardo Capetillo, a novela Marimar, produzida pela Televisa, do original de Inés Rodena e adaptada por Carlos Romero Villareal, será reapresentada no SBT a partir da segunda-feira, 17 de outubro, às 15h45, substituindo Uma Rosa com Amor, que chega ao fim no dia 18 de outubro.
Marimar é uma jovem humilde que vive com os avós e Pulguento, seu cãozinho de estimação, em uma pequena vila de pescadores. Ela não conhece o pai e sofre por isso. Sua mãe morreu quando ela era bem pequena e são poucas as lembranças. Sérgio Santibanhez, filho de um rico fazendeiro da região, conhece Marimar e fica impressionado com sua beleza. Sérgio usa a inocência de Marimar para se vingar do pai e da madrasta, já que o convívio familiar é conturbado.
Ele passa a seduzir a jovem, que acredita em suas falsas promessas e se apaixona perdidamente. Sérgio se casa com Marimar, a leva para morar na fazenda e transforma a vida dela em um verdadeiro inferno. Humilhada por todos, ela enfrenta principalmente as maldades da maquiavélica Angélica, a madrasta de Sérgio, que fará de tudo para prejudicá-la. Sérgio, que é jogador profissional, vai para a capital cumprir seu contrato com o clube e deixa Marimar sob as garras de Angélica.
Decidida a se livrar da presença dela, Angélica prepara uma armadilha, acusa Marimar de roubo e adultério e convence Sérgio a terminar o casamento. Desamparada, a jovem descobre que está sozinha, pois Angélica ordena ao capataz da fazenda que queime o casebre onde moram seus avós, que morrem carbonizados. Grávida e sozinha, Marimar decide tentar a vida na capital. Por coincidência, ela vai trabalhar na casa do pai que nunca conheceu. Doce e encantadora, ela ganha a confiança e o carinho da família que a ajuda a criar sua filha e investe em sua educação.
Marimar se dedica aos estudos e passa a ajudar o pai a dirigir a empresa. Com o poder em suas mãos e bom relacionamento com a alta sociedade, Marimar decide se vingar de todas as humilhações que sofreu na casa do ex-marido e acaba provocando a falência da família Santibanhez. Marimar recebe proposta de casamento do governador do Estado. Sérgio começa a namorar a filha do governador. Ao descobrir que Marimar e Sérgio foram casados, a filha do governador se transforma em sua maior inimiga. O grande objetivo de Marimar é se vingar de Sérgio e toda a sua família, principalmente Angélica que tanto a humilhou. A herdeira milionária não vai medir esforços para se apropriar da fazenda Santibanhez. Depois de conquistar o seu objetivo, Marimar humilha e despreza seu ex-marido. Sérgio fica na miséria e se torna empregado de Marimar. Os dois acabam reconhecendo que ainda sentem amor um pelo outro.
Abertura da novela "Ciranda de Pedra", de Teixeira Filho (inspirada no livro homônimo de: Lygia Fagundes Telles), exibida pela Globo em 1981, no horário das 18:00h.
Trama
Jardim Europa - São Paulo, década de 40.Laura Prado, uma bela mulher que se dedica às artes, é casada com o áspero Natércio Prado, que a oprime. Os dois vivem juntos e com as suas três filhas: Bruna, a mais velha, Otávia, a filha do meio, e Virgínia, a mais nova.Natércio é rico e de comportamento tradicional e, por isso, ignora a mulher em público. Por causa das constantes crises em seu casamento, Laura sofre um grande trauma e chega a ser internada como louca pelo marido.
Depois, os dois se separam e dividem a família. Natécio permanece morando em sua casa com Bruna e Otávia, e Laura, com a saúde frágil e sem dinheiro, e Virgínia saem de casa.Elas vão morar no bairro da Vila Mariana, mais precisamente na casa do neurologista Daniel, o médico de Laura e um grande amor do passado, que acredita que a doença de Laura é física e não mental. Mas, na verdade, Virgínia é filha de Daniel, fruto do caso dele com Laura, que esconde de todos. No entanto, Natércio e Daniel parecem suspeitar, pois o primeiro a trata rígidamente, enquanto o segundo a trata carinhosamente.
Mais tarde, Virgínia vai morar com Natércio e as irmãs novamente, tendo que lidar com a arrogância e a hostilidade da maléfica Frau Herta, a governanta da mansão e que, na verdade, ama Natércio. Ela ainda tem de optar pelo amor de Eduardo, vizinho de quando ela morava em Vila Meriana e filho de Bibiana, e o de Luís Carlos, namorado de infância da jovem.
Audiência
Obteve média geral de 46 pontos, se tornando um grande sucesso do horário das 6 da época.
VOCÊ SABIA:
Ciranda de Pedra ganhou uma nova versão, escrita por Alcides Nogueira. Porém, esta versão não é um remake, mas sim uma nova adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles. A estreia ocorreu em 5 de maio de 2008. A nova versão, ao contrário da original, não conseguiu chegar aos 30 pontos de média exigidos atualmente na faixa das 18h.
ABERTURA DA NOVELA CIRANDA DE PEDRA (2008)
Abertura da novela de Alcides Nogueira, baseada na obra homônima de Lygia Fagundes Telles, exibida às 18h.
Música de Abertura
"Redescobrir", Elis Regina
Esta novela não foi literalmente um remake mais sim uma releitura da obra de Lygia Fagundes.
Sinopse
Em 1958, Laura e Natércio Silva Prado formam um dos mais bonitos e invejados casais da sociedade de São Paulo. Ele é um advogado conceituado e ávido para seguir uma vitoriosa carreira jurídica, e Laura é uma mulher elegante e culta.
O casal tem três filhas: a ardilosa Otávia, a religiosa Bruna, e a romântica Virgínia. A família mora em um imenso casarão do Jardim Europa e Virgínia, desde o nascimento, sempre foi muito apegada à mãe, e esta à filha caçula, o que despertou o ciúme das outras duas irmãs.
Virgínia é apaixonada por Conrado, filho do empresário Cícero Cassini, um homem rico, filho de imigrantes italianos e sócio de Natércio em uma Metalúrgica. Cícero é verdadeiramente apaixonado pela esposa Julieta e adora pegar no pé da filha Letícia, jogadora de tênis.
Laura sofre de distúrbios emocionais que a fazem ter crises constantes. Ora é tranquila, simpática; ora é intragável e nervosa. Doente, ela se trata com o atencioso médico Daniel Freitas - com quem já teve um caso no passado -, que é o oposto de Natércio, sempre ocupado demais para dar atenção à esposa. Para fugir da falta de compreensão, Laura sempre busca o apoio de seu médico que, apesar de não manifestar, ainda é apaixonado por ela e se esforça para sublimar seus sentimentos. Não suportando mais conviver com a arrogância do marido, Laura decide acabar seu casamento. Natércio manda internar a esposa como louca.
Daniel, contudo, resgata a amada do sanatório e leva para morar em sua casa, um sobradinho no bairro da Vila Mariana. Fazendo visitas à mãe, Vírginia faz amizade com uma doce e tímia professora, Margarida, que é apaixonada por Eduardo, um engenheiro jovem, bonito e honesto, que acaba de chegar na cidade e logo se torna um grande amigo de Daniel.
Ela faz parte de uma família muito animada: sua irmã mais velha, Elzinha, só pensa em casar com um homem rico. E ainda esconde um segredo: sua irmã, Lindalva, na verdade é a sua filha com Patrício, filho de Urânia, dona do Grêmio da cidade. O pai de Margarida e Elzinha, Memé, vive às turras com a sogra, Dona Ramira.
Natércio, entretanto, fará de tudo para ter sua mulher de volta, contando com o apoio de Frau Herta, sua fiel governanta, uma mulher austera e temida pelos demais empregados da mansão, que, na realidade, odeia Laura com todas as forças e é completamente apaixonada pelo patrão.
Lá também há Letícia, que quer a fama de qualquer maneira, dedicada a se tornar uma tenista de sucesso. Envolve-se amorosamente com o misterioso Arthur X, mas ao final da trama acaba ficando com sua treinadora Joyce, com quem viaja para o exterior. Esta foi uma forma de o autor da novela fazer uma referência à Letícia do livro, que era originalmente homossexual.
VOCÊ SABIA:
Mais uma vez o tema de abertura de uma novela da Globo coincide com um tema musical já usado pelo SBT. Primeiro o tema da novela A Usurpadora, a música Sonho Lindo, apareceu na abertura de Desejo Proibido. Agora, Redescobrir de Elis Regina, tema de abertura da novela Razão de Viver, exibida pelo SBT em 1996, é a mesma da abertura de Ciranda de Pedra. E ainda em comum com Razão de Viver (1996), as duas tramas se passam na Vila Mariana, o trecho da música em "estamos apresentando" e "voltamos a apresentar" e Ana Paula Arósio no elenco. E a música "Está Chovendo na Roseira" que está na trilha sonora de Ciranda de Pedra também foi tema de abertura da novela Colégio Brasil também do SBT.
Audiência
Sua estréia marcou média de 25 pontos, abaixo do mínimo exigido, que é 30 pontos. A média dos três primeiros capítulos de Ciranda foi de 23 pontos, menos do que sua antecessora, Desejo Proibido, que marcou 27 no mesmo período.
No início de sua última semana a novela se recuperou. Na segunda 29/09 a trama cravou 25 pontos de média com 31 de pico. Ciranda de Pedra marcou, em seu antepenúltimo capítulo, média de 27 pontos e picos de 33, seu recorde até então. Mas, segundo dados prévios, o recorde se deu em seu último capítulo, que marcou 28 pontos, com pico de 32, baixo para o horário, que pede 30 pontos. Vale lembrar que sua antecessora, Desejo Proibido, marcou, em seu último capítulo 33 pontos, 5 pontos a mais que Ciranda. Ciranda de Pedra é, ao lado de Beleza Pura as únicas novelas globais que não conseguiram atingir a méta estabelecida em nenhum capítulo.
Ciranda de Pedra foi um estouro de audiência em quatro praças brasileiras. Em Recife conseguiu incríveis 35 pontos, média satisfatória até para novela das sete, em Porto Alegre a novela fez muito sucesso, sua última semana conseguiu média de 29,61 arredondando para 30 que é a média do horário, no Distrito Federal marcou 33 e em Florianópolis, 32 pontos. A novela teve uma média razoável de audiência em outras praças: em Belo Horizonte fechou quase na meta, com 29 pontos, em Curitiba, fechou com média razoável, 28 pontos, e no Rio de Janeiro também fez relativo sucesso com 27 pontos. Foi fracasso em Salvador com apenas 24 pontos, São Paulo com 22 pontos e Fortaleza com 21 pontos.
A média de Ciranda de Pedra é de 22 pontos e 46% de participação no horário.
Diferente da primeira (que fez muito sucesso), Ciranda de Pedra não teve um boa audiência nem aqui e nem em Portugal na SIC que mudou o horário de exibição que era as 22h e passou a ser 4h da madrugada.
ATENÇÂO:
Para vocês, fãs do ABERTURAS DE REMAKE não podem perder no próximo sábado o último episodio da primeira temporada. Não perca, aqui no TV AUDIÊNCIA.
MTV oferece programa na Olimpíada de Londres para segurar Adnet
Alberto Pereira
Para manter o humorista Marcelo Adnet em seu elenco, a MTV está disposta a investir alto. Além de um belo reajuste salarial, a emissora ofereceu um programa especial para ele apresentar a Olimpíada de 2012 direto de Londres. Com propostas para deixar a MTV desde 2008, Adnet deve se reunir nos próximos dias com a Globo. A decisão sobre seu futuro será tomada após apresentar o VMB, no dia 20.
Globo anuncia que produzirá obras de Jorge Amado
Para que não fique no ar qualquer dúvida sobre o seu relacionamento com os herdeiros de Jorge Amado, a Globo informa que fechou acordo para a produção de várias obras do escritor baiano. Portanto, “Gabriela”, com texto de Walcyr Carrasco, que vem por aí, pode ser apenas a primeira. Record muda história de novela por causa de merchandising
A novela "Navegantes", de Lauro César Muniz, ia girar em torno de uma pessoa encontrada morta em um transatlântico. Ia, porque mesmo antes de estrear, a emissora teve de modificar seu mote principal. Em busca de parecerias com empresas de cruzeiros marítimos, a Record pediu para o autor mudar o local do assassinato. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quinta-feira (6).
Com empresa própria, Bandeirantes vai organizar concursos de misses
FLÁVIO RICCO Colaboração de José Carlos Nery
Através da Enter, empresa recentemente criada, a Bandeirantes passará a organizar os seus concursos de misses, independentemente dos que já existiam.
Depois de muito tempo esquecidos, sem se dar tanto destaque a eles, essas promoções começam a apresentar sinais de que é possível resgatar um pouco daquele glamour das décadas de 50 e 60.
A chegada da Band, uma rede nacional de televisão importante, acaba contribuindo para isso, mexendo com as pessoas e até estimulando as que se interessam em participar.
Chamada a se manifestar sobre o funcionamento de tudo, a Bandeirantes informa que o controle dos 27 concursos regionais do Miss Universo Brasil será da sua empresa, como única responsável desde a seleção das candidatas à transmissão do evento.
Os organizadores municipais, contando ou não com o apoio das prefeituras locais, agora terão que se habilitar junto a Enter para participarem deste novo concurso que passa a ser único credenciado para o Miss Universo.
Obra é ficção, responde Globo à ministra
Alberto Pereira Jr.
A Globo enviou à Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) uma resposta à respeito do ofício que recebeu da ministra Iriny Lopes sobre a novela "Fina Estampa". A preocupação era com o personagem Baltazar (Alexandre Nero) que humilha e bate na mulher Celeste (Dira Paes). A secretaria havia sugerido que, quando a personagem sofresse uma nova agressão, ela procurasse a delegacia da mulher. Na resposta da Globo, publicada no site da SPM, a emissora diz que as obras de ficção não têm compromisso com a realidade, mas ainda assim "sempre procuramos nos cercar de elementos que permitam ao telespectador refletir e chegar ao seu bom juízo de valor".
Considerado o substituto de Silvio Santos, o apresentador do “Domingo Legal”, Celso Portiolli, nega relatos publicados recentemente de que se tornará sócio de Silvio Santos.“Não existe essa possibilidade, eles [SBT] não falaram nada sobre isso e nem vão falar. O ‘Domingo Legal’ é um programa diferenciado com altos custos. Essa regra de 50 a 50 funciona só para alguns. Contrato de sociedade não é rentável, seria uma desvantagem para mim”, diz referindo-se a forma de contratação dos apresentadores Ratinho e Raul Gil.
Em entrevista ao UOL Televisão, o apresentador conta que em 17 anos de SBT sua carreira teve altos e baixos, o que o levou para terapia. “Não existe nenhum um animador que tenha passado pelo o que eu passei. Vivi em uma montanha russa na minha carreira, quando estava bem no ar, no auge, o programa saía sem nenhuma explicação e tudo sumia das minhas mãos. Foi aí que comecei a exercitar minha paciência e sofrer calado. Fiz duas sessões de terapia e depois de ficar muito triste, vi que não posso sofrer pelas atitudes dos outros.”
Com contrato vencendo em novembro, Portiolli conta que os responsáveis já começaram a negociar sua permanência na rede televisiva. “As partes já estão conversando, mas ainda não falaram comigo.” Questionado se recebeu proposta de trabalho de outras emissoras ou se trocaria o SBT, ele não quis dizer se sim ou se não, mas afirmou: “Preciso trabalhar.”
Aos 44 anos, dono de duas emissoras de rádio, pai de três filhos, casada com a mesma mulher há 20 anos, Portiolli ingressou em três cursos universitários – comunicação, administração e engenharia --, mas por conta do sonho de ser radialista e apresentador de TV não conseguiu concluir nenhuma faculdade. “Era convidado para apresentar programas de rádio em outras cidades e ia, não importava se estava estudando ou não. Tinha o objetivo de chegar a São Paulo antes dos 21 anos e trabalhar em uma grande emissora. A grande paixão na minha vida sempre foi o microfone, mais do que a TV.” Leia abaixo a entrevista completa com o apresentador.
UOL - Como é apresentar o “Domingo Legal”, após ter ficado sem programa na televisão durante dois anos? Celso Portiolli - Veio na hora certa, justamente quando eu decidi dar uma guinada na minha carreira e queria trabalhar. O público estava cobrando. Tanto é que no primeiro dia eu não senti medo nenhum na hora de apresentar o “Domingo Legal”, pois havia muita gente na torcida, desde o cara da portaria até a vice-presidência do SBT. Deus escreve certo por linhas tortas.
UOL - Você gostaria de experimentar um novo formato de programa? Celso Portiolli -Eu já fiz tanta coisa na televisão. Estou muito feliz agora, gostaria de manter essa fase. O “Domingo Legal” é um programa de variedades, dá para misturar reality show, game, é uma colcha de retalhos. Eu consigo fazer tudo o que gosto na TV com o programa que tenho neste momento. Quero trabalhar até 2024 na TV, quando completo 30 anos de carreira, e depois colocar alguém em meu lugar, mas não sei... Todo mundo aposta comigo que não vou parar.
UOL - Como você avalia sua trajetória? Celso Portiolli - Com 20 anos de idade eu já estava em São Paulo e resolvi voltar para o Paraná para cuidar do meu pai, que estava muito doente e recomecei minha carreira. Quando retornei a São Paulo já era vereador, tinha loja, promovia shows, dirigia duas emissoras de rádio, estava pronto para casar e morar no interior. Joguei tudo para cima pelo sonho de ser apresentador de televisão. Trocar o certo pelo incerto mostrou que eu era extremamente determinado. Depois da minha determinação, o que mais me marcou foi a minha perseverança. Não existe nenhum um animador que tenha passado pelo o que eu passei. Vivi em uma montanha russa na minha carreira, quando estava bem no ar, no auge, o programa saía sem nenhuma explicação e tudo sumia das minhas mãos. Foi aí que comecei a exercitar minha paciência e sofrer calado. Fiz duas sessões de terapia e depois de ficar muito triste, vi que não posso sofrer pelas atitudes dos outros. A única vez que eu reclamei foi quando vi minha família sofrendo. Hoje eu dou muito valor para tudo o que eu tenho, pois não foi fácil, nada veio de “mão beijada”. Sempre com muita luta, perseverança e sofrimento.
UOL - Qual sua relação com o Silvio Santos? Celso Portiolli - Ele manda e eu obedeço [risos]. Ele é muito tranquilo, hoje minha relação com ele é muito boa. O SBT é a melhor emissora para trabalhar, é um ambiente familiar onde todos se conhecem, se gostam e se ajudam. Eu vejo o Silvio [Santos] a cada três anos. Ele é muito gentil.
UOL - Como você vê o SBT no cenário televisivo brasileiro atual? Celso Portiolli - O SBT está passando por uma fase muito bacana, acabaram com o problema de instabilidade na grade de programação, que os telespectadores reclamavam. Isso fez com que as pessoas retomassem a acompanhar a emissora, isso é importante.
UOL - Quais as grandes apostas do SBT, em sua opinião? Você se considera uma aposta? Celso Portiolli - O SBT é um celeiro de talentos, sempre deu oportunidades para todos. A Patrícia [Abravanel] tem surpreendido a todos. Eu sempre fui uma grande aposta do SBT. Ninguém investe 15 anos em um profissional para não colher frutos.
UOL - Por muito tempo algumas pessoas te rotularam como “substituto”, como você lidava com isso? Celso Portiolli -Os comentários não incomodaram, mas sim a forma excessiva de como a mídia usou isso. Saía uma foto minha e a legenda era “substituto do Silvio Santos caminha”. Mudaram o meu nome e isso é chato. Essa história de substituição é inviável. O investimento que o SBT fez em mim é para que eu possa fazer um bom trabalho na emissora em qualquer dia e qualquer horário.
UOL - Você mudou sua maneira de apresentar e o jeito de se vestir para se desvencilhar do “título” de imitador do Silvio Santos? Celso Portiolli -Quando eu apresentava o programa “Namoro na TV”, usava roupa esporte e ele [Silvio Santos] pediu para eu usar uma roupa mais séria. Como o “Domingo Legal” é um programa forte em merchandising uma roupa social passa mais credibilidade, mas como o programa começa às 10h, não estava dando certo a imagem com paletó. Isso começou a me incomodar e resolvi usar uma roupa mais solta. Fiquei mais à vontade, a apresentação ficou mais solta, a roupa às vezes engessa. Pelo o que vi no Twitter as pessoas estão gostando.
UOL - Você acha que o Silvio te trata de maneira diferenciada, em relação aos outros apresentadores? Por quê? Celso Portiolli - Não. O Silvio [Santos] trata todos os artistas de maneira igual. As pessoas acham isso porque ele me deu uma oportunidade, mas isso não tem nada a ver...
UOL - Seu contrato será por tempo indeterminado, como tem acontecido com a maioria dos apresentadores da emissora? Celso Portiolli - Não. Eles não oferecem 50 a 50 e eu não aceito contrato por tempo indeterminado, porque no primeiro arranca-rabo eu saio fora [risos]. Contrato de sociedade não é rentável, seria uma desvantagem para mim. Eu já tive todos os tipos de contratos com o SBT, renovei muitos com eles já.
UOL - O diretor Dirlan Jorge, que trabalhava com você, foi afastado do SBT e agora trabalha com Gugu (após uma auditoria constatar irregularidades no quadro "Construindo um Sonho”). Vocês ainda mantêm contato? Celso Portiolli - O Dirlan pediu a auditoria, indicou fatos para investigarem e foi injustiçado. Eu não me meto em conta de programa, dinheiro, quanto gasta ou não. Fiquei chateado com as notícias que envolveram o nome dele [Dirlan] injustamente. Ele é meu amigo, isso foi muito chato.
UOL - Como é o Celso empresário? Você é dono de quantas emissoras de rádio? Celso Portiolli - Entrada e saída. Tenho uma empresa que presta serviço para o SBT, na área de apresentação e, por enquanto, só duas rádios (ótima FM, no interior de São Paulo), pretendo ter quatro.
UOL - Quem é seu ídolo na TV. Por quê? Celso Portiolli - O Silvio [Santos], pois é o profissional mais dedicado que eu conheço. Ninguém assiste as suas próprias gravações com tantos anos de carreira. Até hoje ele assiste e se corrige.
UOL - Você foi vereador com 24 anos em Maringá, como surgiu seu interesse pela carreira política? Celso Portiolli - Fiquei famoso na cidade [Ponta Porã, Mato Grosso do Sul], era querido, fui convidado para me candidatar e fui o mais votado. Isso serviu para mostrar que eu não devo ser candidato nos próximos 13 anos. Era muito novo. Não tenho vontade e nem pretensão com a carreira política.
UOL - Como você vê o Brasil no cenário político atual? Celso Portiolli - O país está bem. A população tem elogiado a Dilma e a postura que ela tem adotado com as trocas de ministros. O Brasil tem muito mudar ainda, principalmente alguns políticos, que não fazem nada.
A Rede Record anunciou seis anos atrás que estava "a caminho da liderança", um ambicioso plano para superar a Globo. Aos poucos a emissora vai compreendendo que o caminho é longo, ainda mais se você não combinar com o telespectador. Há dois anos a Recoird parou de crescer. Em 2011, para piorar, tem ocorrido pequena, porém relevante queda de ibope em um dos principais produtos de uma TV, o jornalismo. Veja no gráfico abaixo a evolução, ops, involução da audiência dos principais telejornais da Record:
Internet dá antes É verdade que o fenômeno da queda de ibope em telejornais se estende a outras TVs. Curiosamente, apesar da oscilação para baixo, o share (% de TVs ligadas) no Brasil, segundo a medição Ibope, é o mesmo há 10 anos. Ou seja, as TVs continuam ligadas, mas estão sendo usadas para outras coisas, como assistir à TV paga, jogar videogames, ver um DVDzinho ou mesmo acessar a internet para ler esta maravilhosa, bem informada, interessante e fantástica coluna Ooops!, por exem... ...han, desculpe, meio que me empolguei.
O "Hipertensão" (Globo) perdeu três de cada cinco espectadores da primeira edição para a atual, que termina no dia 27. Do dia 8 de setembro (estreia) até 2 de outubro, a atração marcou 12,3 pontos de audiência --cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo--, com 26,7% de share (participação no total de televisores ligados). No mesmo período, a primeira temporada do reality show, em 2002, marcou 28,5 pontos. A segunda edição, em setembro de 2010, registrou média de 15,9 pontos. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta sexta-feira (7).
A novela "A Vida da Gente", exibida às 18h25 na Globo, bateu recorde de audiência na última segunda. O folhetim atingiu 24 pontos no ibope e 46% de share (participação de TVs ligadas), maior número desde sua estreia, há duas semanas. Cada ponto equivale a 58 mil pontos na Grande São Paulo. No episódio de segunda, Eva Fonseca (Ana Beatriz Nogueira) registra sua neta como se fosse sua filha.
O SBT foi a única emissora que cresceu em audiência no país este ano, de acordo com dados do PNT (Painel Nacional de Televisão).
Os dados apontam que Record e Rede TV! mantiveram a mesma audiência do ano anterior. Já Band e Globo perderam telespectadores em 2011. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (5).