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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Neto de Silvio Santos, Tiago Abravanel deve ir para a Globo

FLÁVIO RICCO
Colaboração de José Carlos Nery

Alguns setores da Globo já dão como fechada a presença de Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos, na próxima novela de Glória Perez.

As partes estariam aguardando apenas o final de “Amor e Revolução”, no SBT, que termina em janeiro, para anunciar a assinatura de contrato.

Católicos protestam contra a Record na Internet

Keila Jimenez

A Record está sendo alvo de protestos de grupos católicos na internet. Inconformados com algumas reportagens exibidas na emissora, que consideram um ataque ao catolicismo, grupos ligados à Igreja Católica levaram às redes sociais protestos contra a emissora de Edir Macedo.

Em um deles, chamado de "Brasil Sem TV Record", ativistas convocam os internautas para um twittaço (protesto no Twitter), no dia 16, às 14h, contra a TV Record.

Em outro protesto na internet, batizado de #jornalismodeterceira, os ativistas atacam no Twitter os noticiários da emissora. Também pedem para os católicos não assistirem mais a Record. Virou uma guerra santa de audiência.

A Record não se manifestou sobre o assunto.

"BBB12" começa no dia 10 de janeiro; Globo não confirma

A Globo já definiu a data de estreia da próxima edição do "Big Brother Brasil".

Segundo a coluna Na TV, do IG, o reality show vai começar no dia 10 de janeiro "se tudo seguir como planejado".

Procurada pelo "F5", a Globo não confirmou a informação.

Mesmo assim, o diretor do programa, Boninho, contou no Twitter que anunciou a quantidade de participantes da 12ª edição.

"Fazendo as contas, acho que teremos 14 ou 15 participantes para o 'BBB'. Vamos decidir durante a semana!", revelou.

Boninho disse ainda que ainda não realizou a última rodada de entrevistas com os aspirantes ao reality e que a decisão final só será tomada no dia 6 de janeiro.

VOCÊ SABIA: Sem Fátima, "Jornal Nacional" patina no ibope na segunda

Já bateu saudades de Fátima Bernardes? Conhecida como o melhor dia em audiência nos noticiários de TV, a segunda-feira ficou marcada como a pior do ano para o "Jornal Nacional" (Globo). O noticiário obteve 28,8 pontos. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP.
Foi a primeira vez em 2011, entre 50 segundas-feiras, que o noticiário registrou menos do que 30 pontos de ibope.
Na segunda anterior, dia 5, data da passagem de bastão de Fátima para Patrícia Poeta, o "JN" marcou 35,4 pontos. No dia 28, ainda sob o comando de Fátima, o noticiário registrou 33,6 pontos.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (14).

Ministério dá bronca na MTV por exibir programa sem classificação

Daniel Castro

O Ministério da Justiça publicou ontem no Diário Oficial da União um despacho em que adverte a MTV por ter exibido sem classificação indicativa o VMBB, premiação paralela ao VMB.
No despacho, o ministério lembrou que a exibição de programas sem a prévia autoclassificação contraria a legislação. E, apesar de o VMBB já ter veiculado, em 25 de outubro, o ministério o classificou como impróprio para menores de 10 anos, por conter "linguagem imprópria".
Segundo o governo, a MTV foi "contatada para prestar esclarecimentos" e "reconheceu a falha".
Diretor de programação da MTV, Zico Goes diz que houve simplesmete um esquecimento.
"O VMBB foi criado para ser apenas um programa de internet. Mas ficou tão bom que a gente resolveu editá-lo e exibi-lo na TV, depois do VMB. E esquecemos totalmente de pedir a classificação indicativa", afirma Goes.
O executivo reconhece o papel do Ministério da Justiça, mesmo se tratando de uma mera "questão de formalidade", uma vez que bastaria a MTV encaminhar um documento ao governo, determinando ela mesma a classificação indicativa. Além disso, a classificação dada pelo ministério, de 10 anos, não atrela a exibição do VMBB a nenhum horário. Ou seja, o único erro da emissora foi não ter mostrado o selo "10 anos".

Marimar vence Globo e retoma discussão sobre poder das mexicanas

José Armando Vannucci

São muitas as pessoas apaixonadas pelas novelas mexicanas. Há alguns dias, caminhando pelo shopping, fui parado por um desses admiradores do gênero que logo de início disparou uma frase de fã que retrata em parte a realidade: “Vannucci, não menospreze o poder de uma novela mexicana. Aposto que uma delas poderia colocar o SBT na vice durante o horário nobre”. E sai daquele encontro pensando sobre o que ouvi.

Não sei dizer se uma boa novela mexicana poderá mudar o prime-time de Silvio Santos porque a competição nesta faixa está cada vez mais acirrada e a dramaturgia nacional é uma arma bem utilizada pela Globo e que Record começa a aprender a valorizar. Historicamente, o SBT registrou bons índices com folhetins produzidos na terra de Thalia e acostumou o público a um produto com características fortes e diferentes de nossos textos, mas ninguém pode garantir os mesmos números do passado. É preciso arriscar; ou não, mas não adianta viver do que já aconteceu.

O fato é que uma novela mexicana tem impressionado os diretores do SBT e colocado a emissora em situação muito confortável. Nesta segunda-feira, “Marimar” atingiu 10 de média, contra 9 da Globo e 3 pontos da Record, dando sinais claros de que há o público para novelas mexicanas, pelo menos no período da tarde.

Record demite produção de Tom Cavalcante

Com seu contrato chegando ao fim dentro de menos de 20 dias e com a não renovação já anunciada, a Record começou a desmontar a produção do "Show do Tom", de Tom Cavalcante.

De toda a equipe do programa, apenas três profissionais foram mantidos segundo informa a coluna Canal 1. Todos os outros estão sendo dispensados, o que contraria a promessa da emissora de absorver todos os produtores e remanejá-los para outras atrações.

Em tempo

Nos bastidores da Record há rumores de que um novo programa possa ser criado nas noites de segunda. Ainda não se sabe como seria tal projeto, mas a ideia seria absorver os funcionários demitidos.

Há problema em dizer que "Tapas & Beijos" é para classe C?

Mauricio Stycer

Um dos programas mais bem-sucedidos da Globo em 2011, a série “Tapas & Beijos” tem obtido índices de audiência muito bons e está garantida na grade da emissora em 2012. Com texto de Claudio Paiva, o programa é dirigido por Maurício Farias, cujo currículo inclui uma longa passagem por “A Grande Família” e a responsabilidade, no ano que vem, de dirigir o novo “Casseta & Planeta”.
Questionado pela “Folha” neste domingo se o sucesso de “Tapas & Beijos” está relacionado à busca das TVs pela audiência da classe C, Farias respondeu: “Esse é um discurso falso. É um tipo de humor que fala com todos.” Posso estar enganado, mas senti uma ponta de preconceito nesta declaração.
O crescimento da classe C no Brasil, ocorrido na última década, é um tema que interessa muito a todas as mídias. Em 1992, 35% dos brasileiros pertenciam à classe C. Hoje, são cerca de 51%, ou 95 milhões de pessoas. Alguns dados mostram que o poder de compra desta nova classe média já é igual ou superior aos das classes A e B somadas.

TV aberta é popular por definição. Sempre foi. Mas é evidente que esta nova configuração socioeconômica afeta a programação. Seria burrice ignorar este público que ascendeu socialmente nos últimos anos. E “Tapas & Beijos” parece ter sido pensado exatamente com este objetivo. Realizar um programa de humor que “fala com todos”, como diz Farias (no centro da foto, com o elenco da série), é uma ambição justa, mas impossível de alcançar. A meta é, sim, fisgar o público majoritário da TV aberta, ou seja, as classes C, D e E, em especial aquela parcela com poder de compra.
As inúmeras mudanças ocorridas na grade da Globo nestes últimos anos, incluindo a suspensão do “Casseta & Planeta” e o cancelamento de “Junto e Misturado”, comprovam isso claramente. O primeiro perdeu audiência, ou seja, ficou menos popular, e o segundo foi considerado “elitista”.

Em tempo: O primeiro episódio de “Tapas & Beijos”, exibido em abril deste ano, não me causou grande impressão. Em texto que escrevi para a “Folha” na ocasião, classifiquei a série como regular e fiz reparos à escalação de Fernanda Torres e Andrea Beltrão como protagonistas. “O público ainda guarda muito presente lembranças das duas em outras séries cômicas, ‘Os Normais’ e ‘A Grande Família’, e tende a ver, ainda que sem razão, repetição em cena”, escrevi. Hoje, depois de ver muitos episódios, não tenho problemas em dizer que mudei de opinião. Acho a série muito divertida, com texto criativo, ótimo elenco, incluindo as duas atrizes principais, que deram cor e vida própria às suas personagens.